quinta-feira, 29 de maio de 2014

Resenha: “Genêsis- Bernard Beckett”

Por Mayara Cardoso

Eu comprei Genêsis a quase um ano atrás, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, quando o estande da Intrínseca estava com promoções incríveis e eu o comprei por apenas R$ 2,00. Sim foi o livros mais barato que eu já comprei na vida, e devido ao preço confesso que só fui ler a sinopse quando estava quase na boca do caixa e vi que era uma distopia, logo, eu iria gostar.
O livro já começou me surpreendendo pelo fato de que é uma distopia que nós leitores não fazemos a menor noção de como vive, mas sendo assim como a história se desenrola?
A história se passa em um teste que Anaximandra faz, e durante esse teste ela conta a história de um herói do passado chamado Adam, que por sua vez também vivia em uma espécie de distopia, criada para salvar o mundo pós-guerra, e é essa distopia que o autor nos faz mergulhar de cabeça.

Adam era um soldado e vivia numa ilha, que considerava ser o que tinha sobrado do mundo pós guerra, porém vez ou outra chegavam barcos a essa ilha, quase sempre com as pessoas já mortas devido ao tempo de viagem e as pragas que assolavam o mundo fora da ilha, porém certa vez um barco chega com uma menina viva, e a ordem era bem clara, matar qualquer um que viesse de fora sem hesitar, pois eles podiam transmitir a praga, mas Adam ao ver que a menina tinha a sua idade e que seu olhar estava apavorado decide interceder por ela e a esconde.
Como a sociedade era bem rígida, acabam descobrindo o ato de Adam e resolvem leva-lo a julgamento,  mas a maioria da população vê em Adam um herói, o que torna a pena de morte inviável, então decidem que Adam ia servir como teste a um novo experimento científico, ele seria companheiro de um robô com consciência, o que seria muito arriscado pois já tinha acontecidos de robôs fora de controle causarem acidentes letais.
Para Adam (assim como pra mim) é difícil de acreditar que um robô tem consciência e que é capaz de pensar, para Adam os robôs são apenas  pré programados para agir de tal forma diante de tal situação.
Daí por diante,o livro segue no diálogo entre Adam e o robô sobre o que é ter consciência e o que de fato significa ser humano.
O livro nos faz viajar e refletir sobre o simples ato de pensar e no que nos torna diferente das máquinas, com vários diálogos que na maioria das vezes dão um nó na sua cabeça, mas que no final te levam a um ponto interessante.
Achei o livro completamente intrigante e surpreendente, uma distopia completamente diferente das que eu estou acostumada e que vale a pena a leitura.